quinta-feira, 8 de julho de 2010

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Prorrogadas as inscrições do Prêmio Vivaleitura

Boletim Livro e Leitura

O prazo de inscrições para o Prêmio Vivaleitura 2010, que se encerrava em 2 de julho, foi prorrogado para o dia 2 de agosto. Até esta data, trabalhos de incentivo à leitura provenientes de todo o país poderão ser inscritos via site ou por correio (Caixa Postal 71037-7 - CEP 03410-970 - São Paulo – SP). As categorias são: “Bibliotecas Públicas, Privadas e Comunitárias”, “Escolas Públicas e Privadas” e “ONGs, pessoas físicas, universidades/faculdades e instituições sociais”. Em cada uma delas, os vencedores receberão R$ 30 mil. Na categoria Sociedade, haverá a distinção da Menção Honrosa a ser atribuída a projetos de empresas com foco no tema “formação de mediadores de leitura”. Durante as quatro edições anteriores, cerca 8,5 mil projetos foram inscritos, 75 classificados como finalistas e 12 premiados.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Gerações Interativas anuncia segunda edição da pesquisa com jovens e adolescentes

EducaRede

Crianças e adolescentes estão cada vez mais conectados às chamadas “telas digitais”: Internet, celular, televisão e videogames. Com que frequência e de que forma costumam utilizá-las em seu cotidiano? Para analisar esse fenômeno e chamar a atenção de pais e educadores para a importância da mediação educativa, nasce o projeto iberoamericano Gerações Interativas, idealizado pela Universidade de Navarra (ES) em parceria com a Telefônica.

O Gerações Interativas tem como principal ação a realização de uma pesquisa bianual de caráter comportamental em escolas espanholas e latino-americanas que visa conhecer em detalhe o quanto os alunos de 6 a 18 anos estão envolvidos com as mídias digitais, e os respectivos impactos desse hábito nos meios familiar e escolar.


No Brasil, a segunda edição da pesquisa Geração Interativa está sendo realizada desde 20 de maio de 2010. E a sua escola pode participar! Basta ter computadores conectados à Internet. A pesquisa é aplicada por meio de um questionário on line que os estudantes respondem, anonimamente, em suas escolas. Cada escola recebe uma senha de acesso para ser utilizada por todos os alunos. Para receber essa senha, a escola deve preencher um formulário na Internet (clique aqui para acessar o formulário).

A aplicação da pesquisa exige alguns cuidados. Assim o EducaRede elaborou um Roteiro para o professor, com orientações que vão desde como planejar essa ação, passando por dicas para ajudar os alunos a responderem o questionário, até o compartilhamento dos resultados com o grupo.

A escola participante da pesquisa recebe relatórios personalizados sobre os dados coletados na sua instituição. A partir desse diagnóstico, espera-se que a escola incorpore em seu planejamento pedagógico uma proposta de uso dessas informações para desenvolver atividades voltadas para educadores, alunos e suas famílias relacionadas ao uso responsável das telas digitais. O Foro Generaciones Interactivas, que tem o EducaRede Brasil como parceiro local, oferece assessoria, materiais, propostas de atividades e acompanha a distância essa tarefa.

Em 2009, a primeira edição desse estudo resultou na publicação A Geração Interativa na Ibero-América.

Dicas, materiais de apoio e outras informações, aqui.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Prêmio Mais Cultura de Apoio às Bibliotecas Comunitárias

O Ministério da Cultura (MinC), em parceria com estados e municípios, disponibilizará R$ 53,6 milhões para iniciativas de promoção e apoio a leitura, por meio de ações do Programa Mais Cultura.

O Ministério pretende contemplar a modernização de 660 bibliotecas públicas municipais e a premiação de 773 iniciativas da sociedade civil, entre Pontos de Leitura e bibliotecas comunitárias.

A maior parte dos recursos, R$ 36,2 milhões, será destinada a modernização de 660 bibliotecas públicas municipais, para a aquisição de acervo, mobiliários, equipamentos e computadores. A seleção das bibliotecas é feita pelo poder público local e, no caso dos estados, é coordenada pelo Sistema Estadual de Bibliotecas Públicas.

R$ 2,75 milhões serão destinados à premiação de 55 bibliotecas comunitárias em quatro estados: Acre, Bahia, Ceará e Rio de Janeiro e cada iniciativa será premiada com R$ 50.000, valor que deverá ser empregado na aquisição de acervo (livros e demais publicações e materiais de leitura: revistas, gibis, CDs, DVDs), apoio às atividades sócio-culturais e educativas agregadas à leitura (rodas de leituras, oficinas de mediação de leitura e produção de textos, debates, etc) e aquisição de equipamentos e mobiliário. No Acre, o edital prevê a premiação de 2 entidades e as inscrições estão abertas até o dia o 18 de julho. Na Bahia, serão selecionadas 15 iniciativas e as inscrições podem ser realizadas até o dia 31 de julho. No Ceará, 23 entidades serão premiadas e o edital prevê inscrições até o dia 14 de agosto. Ainda não previsão de lançamento do edital para o estado do Rio de Janeiro.

Serão premiados também 718 Pontos de Leitura, iniciativas da sociedade civil de incentivo ao livro e leitura. Cada Ponto de Leitura será contemplado com R$ 20.000.

Os editais podem ser acessados no site do Programa Mais Cultura:http://mais.cultura.gov.br/

sexta-feira, 2 de julho de 2010

QUAL O LIVRO DA SUA VIDA?

Nei Duclós

Podem ser vários, pode ser o mais relido, pode ser o perdido para sempre em alguma viagem, pode ser o traduzido pelo amigo, pode ser o que faltam as últimas páginas, pode ser o que sempre tivemos vontade de ler e perdemos todas as oportunidades. Pode ser aquele que você aplaude de pé no final, mesmo que esteja sozinho, desempregado, nos anos 60, encerrado numa república vazia e tenha fechado aquela página derradeira que diz sobre o mundo “que nunca acaba de se acabar” como aconteceu comigo diante de Cem anos de solidão, do maior escritor do mundo.

NONADA – O romance é o inventário de uma guerra, qualquer guerra. O único compromisso é com a literatura, que veste o que chamam verdade, ou memória, ou mesmo poesia. O que faz o romance é decidir o que existe de épico do fato reconstituído pela soma de linguagens atiradas no chão do tempo. Minha cena favorita de Lord Jim, de Joseph Conrad, traduzido de uma versão francesa pela música de Mário Quintana, é quando o anti-herói joga a tocha acesa no rio e, ao apagar-se, revela todas as estrelas. Ou a cena de O coração das trevas em que Marlowe cruza com seu barco o meio do nada chamado Tamisa e começa a narrar para quem o cerca, prendendo-os numa rede irresistível a que chamam história, mas que é pura magia. O romance pode ficar na sala da espera mas jamais humilha-se para uma entrevista. É o ato mais corajoso que o isolamento pode empreender, afora o fato de escapar de um seqüestro com as mãos amarradas e isto já seria insumo para novo romance. O texto intrincado, como em Guimarães Rosa de Grande Sertão (e tão clássico em Sagarana) é a prova dos nove da leitura que se deixa abater depois de algumas investidas. Lembro que fiquei meses paralisado diante da palavra inicial Nonada, que Rosa usa para afugentar os preguiçosos.

O livro da sua vida é como o momento diante da morte: majestoso, irreversível, humano e precário; não há nada igual. Por um tempo, quando era foca na redação da Folha da Tarde da Caldas Junior em 1970, andava com os Quatro Quartetos do Eliot embaixo do braço. Nunca entendi o verso “abril é o mais cruel dos meses”, já que abril é um dos mais belos meses do ano, quando o Rio Grande do Sul dá uma trégua aos rigores do frio e do calor e aposta na amenidade da meia estação. Mas aquela edição antiga e brasileira de Eliot me encheu de boas fumaças para o exercício da escrita, naquele tempo em que enfrentei uma redação de feras e fui tratado com a generosidade que se presta aos viajantes sedentos e ainda jovens demais para pensar no pior.

SOBRA DE GUERRA – Conheço dúzias de pessoas sideradas por Os Thibault, de Roger Martin du Gard, que saiu em edição primorosa pela Editora Globo (graças, claro, à gestão Wagner Carelli) e que ainda deve estar dando sopa nas livrarias. Monteiro Lobato servia para inventarmos o verbo requeteler, pois era isso que fazíamos especialmente no inverno, quando o Sitio do Picapau Amarelo nos embalava a paz antes do sono e nos despertava para mais literatura. Tem livro inesquecível considerado científico que se lê com o prazer de um romance como é o caso de Raízes do Brasil ou Caminhos e Fronteiras, de Sergio Buarque de Holanda. Tem livro que assombra pela genialidade de sua síntese como As Brasinas, de J.A. Pio de Almeida. E livro que serve para marcar para sempre nossas vidas como Paris é uma festa, de Hemingway ou Seis contos da era do jazz, de Scott Fitzgerald. Tem livros impressionantes que li uma vez e jamais me recuperei como Metamorfose, de Kafka, O Conceito rosacruz do cosmo, de Max Heindel ou O Evangelho segundo o espiritismo, de Alan Kardec. Ou A magia do verbo, um pequeno opúsculo que mostrava a natureza divina de cada letra, representação de uma divindade que era evocada a cada enunciação do som que ela encerrava. Acredito na palavra mágica, no abracadabra. Não faz outra coisa o escritor do que ir atrás desse poder que abre portas e derruba muros. Tem livros que você não acredita não ser suficientemente conhecido como Sobra de Guerra, de José Onofre, o mais radical romance policial de todos os tempos.
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O livro da sua vida é aquele que você cita cada página como se fosse sua e tem certeza que o escreveu em outras vidas, quando Deus foi bem mais misericordioso e distribuiu com mais igualdade suas graças. Pois o talento é um mistério que o universo guarda no cofre e de vez em quando abre para nos assustar. Ficar imune a essa provocação é perder o sentido da vida.
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Nei Duclós é um escritor e jornalista gaúcho, radicado em Florianópolis. Cronista do Diário Catarinense, mantém o blog Outubro. O texto aqui reproduzido foi gentilmente cedido pelo autor e publicado originalmente em seu site.
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mais 4,6 mil agentes de leitura

MinC lança edital para a seleção e formação de novos agentes de leitura; serão investidos R$ 30 milhões na ação

Do PublishNews

Jovens de comunidades carentes vão poder incentivar seus vizinhos a ler e, com isso, ter complementação de renda. O projeto Agentes de Leitura, do Ministério da Cultura (MinC), irá selecionar e formar 4.574 agentes em parceria com nove estados, 21 prefeituras e três consórcios municipais, beneficiando cerca de 450 mil pessoas nestas localidades. Os editais descentralizados serão publicados entre junho e agosto. As inscrições já estão abertas no Acre. Hoje (30), o edital será lançado em São Leopoldo/RS. No início de julho o Rio de Janeiro e as cidades de Nilópolis/RJ e Osasco/SP também lançam seus editais. Estão sendo investidos R$ 30,3 milhões na ação, sendo R$ 20,6 milhões do MinC, R$ 3 milhões do Ministério da Educação (MEC) e o restante de contrapartida de estados e municípios.

O projeto, integrante do Programa Mais Cultura, foi inspirado na experiência do Ceará, criada em 2005 pelo Governo do Estado. Os agentes de leitura são jovens entre 18 e 29 anos, com ensino médio completo, situados, preferencialmente, em um contexto sócio-econômico do programa Bolsa Família, selecionados por meio de uma avaliação escrita (interpretação e produção textual), fluência de leitura e uma entrevista domiciliar. Os jovens recebem uma bolsa de complementação de renda, no valor mensal unitário de R$ 350. As bolsas concedidas têm duração de um ano, podendo ser prorrogada por igual período. Feito o processo de seleção, os agentes passam por uma formação continuada, realizada pela Cátedra UNESCO da Leitura. O projeto é uma das estratégias do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) visando a democratização do acesso ao livro e formação leitora.

Os agentes de leitura trabalham como os agentes de saúde: vão de casa em casa promovendo as ações, neste caso, de incentivo à leitura. Cada jovem cadastra um grupo de até 25 famílias de sua comunidade, onde desenvolvem atividades de formação leitora, por meio de visitas domiciliares, empréstimos de livros, rodas de leitura, contação de histórias, criação de clubes de leitura e saraus literários abertos à população em geral. Eles trabalham de forma integrada com a Biblioteca Pública Municipal e com a escola da comunidade onde atuam.

“Os agentes de leitura são construtores de pontes, gerando encontros e comunicações, facilitando o acesso aos bens e serviços culturais. É como se o agente de leitura dissesse: ‘que livro lindo, preciso compartilhar essa beleza com outras pessoas”, diz o diretor de Livro, Leitura e Literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba. Ele destaca o caráter transformador da ação de identificação da comunidade. “Em Mucambo, no Ceará, a Dona Antonina, uma moradora da região, ao ouvir a contação falou: eu não sabia que a minha história está toda nesse livro”.

Inscrições abertas

O município de São Bernardo do Campo (SP) foi o primeiro a lançar o edital de agentes de leitura em março deste ano. Foram 770 inscrições e 661 habilitados. Deste total, 80% foram mulheres. O edital vai selecionar 400 agentes de leitura que serão formados para atuar em 19 localidades da cidade. O processo seletivo de São Bernardo do Campo está previsto para o dia 1º de agosto.

O Acre é o primeiro dos estados a abrir o edital de seleção e formação de agentes de leitura, com inscrições até o próximo dia 18 de julho. As bolsas integrantes do edital se dividem em duas categorias: Agentes de Leitura (80 jovens que atuarão como mediadores culturais) e Agente Articulador de Leitura(oito pessoas que farão o acompanhamento sistemático e avaliação dos agentes).

Em Nilópolis/RJ as inscrições começam em julho. Na cidade serão selecionados 20 agentes de leitura e quatro articuladores. Serão beneficiadas seis comunidades do município. Para o mesmo mês também está previsto o edital de seleção do estado do Rio de Janeiro, com 200 agentes atendendo 16 municípios – incluindo a capital. Também no início do próximo mês Osasco/SP lança o edital para 90 agentes e 10 articuladores, atendendo cerca de 10 mil pessoas, incluindo alunos da rede municipal de ensino.

Entre os estados que farão seleção de agentes de leitura, a Bahia é o com a maior quantidade (572), seguida do Pernambuco e Rio Grande do Norte (ambos com 550). Entre as prefeituras, os maiores volumes ocorrem em São Bernardo do Campo/SP (400) e Joinville/SC e Osasco/SP (100 cada). Três microrregiões lançarão também os editais, por meio de consórcios municipais (união de várias prefeituras) nos estados de São Paulo e Minas Gerais.
Os editais já abertos encontram-se no site.