sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Novas mídias a serviço da leitura

Por todo o mês do Dia Nacional da Leitura, o Canal Futura levou ao ar a série "Ver para ler", com reportagens diárias sobre o tema. Abaixo, uma delas, sobre a aproximação dos livros via Internet. Destaque para o site O Livreiro, que já conta com mais de 30.000 membros.

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Um comentário:

  1. Primeiro, quero parabenizar a iniciativa do Instituto Ecofuturo em possibilitar uma discussão sobre leitura e políticas públicas, bem como estratégias de incentivo e acesso aos livros. Sou professor de Língua Portuguesa no Fundamental II da Escola Monsenhor Alfredo Pinto Dâmaso. A escola encontra-se num distrito chamado Rainha Isabel que pertence ao município de Bom Conselho-PE. As condições da escola, como a maioria das escolas brasileiras, são precárias. As deficiências passam pela infra-estrutura, pessoal, escassez de recursos didático-pedagógicos etc. Entre essas deficiências, encontra-se a "biblioteca." O termo está entre aspas porque duvido que tenhamos uma biblioteca de fato. A bem da verdade, contamos com duas estantes - que abrigam livros da literatura nacional e estrangeira - na sala da direção.O espaço é dividido também com a sala dos professores. Parte desses livros não são indicados para alunos do Fundamental II e fica inviável desenvolver atividades pedagógicas com eles. Assim, o número de livros apropriados para esse nível de ensino é reduzido e as condições físicas não colaboram com o desenvolvimento de atividades de leitura nem atraem os alunos. Não obstante essas deficiências, tenho desenvolvido trabalhos, como reservar uma aula da disciplina exclusivamente para a leitura, entre outros. Vale mencionar também que os alunos não têm livros didáticos. O material didático é, em muitas escolas e comunidades, o único livro que possibilita o contato com a leitura. Nem isso eles dispõem. No momento, sou mestrando da UFAL e tenho desenvolvido pesquisa sobre leitura em livro didático e, desse modo, tenho entrado em contato com propostas e programas sobre democratização da leitura. Essa tem sido uma preocupação minha, mas acredito que, enquanto for transferido para a escola, ou melhor, para o professor de português a responsabilidade por formar futuros leitores, qualquer esforço significará apenas uma parcela dentro de um processo que envolve outros segmentos da sociedade e do governo.
    Luciano Azevedo

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