FOLHA.com - 30/09/2010
O tempo que as crianças passam lendo livros por diversão diminui conforme elas utilizam celulares e outros aparelhos de tecnologia móvel, mas os e-books (livros digitais) podem trazê-las de volta à literatura, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira.
O estudo, conduzido pelo grupo de mídia e educação Scholastic e pela empresa de consultoria em pesquisa e marketing Harrison Group, também concluiu que os pais estão preocupados que o maior acesso à tecnologia pode limitar o tempo de leitura ou com a família.
Cerca de 40% dos pais acreditam que o tempo que as crianças permanecem online ou utilizando dispositivos móveis reduziria o período gasto com livros ou atividades físicas. Trinta e três por cento mostraram receio de que a tecnologia leve as crianças a passar menos tempo com a família.
Porém, o estudo também descobriu que a tecnologia pode na verdade estimular uma criança a ler. Das crianças pesquisadas, 57% disseram que ficariam interessadas em ler no e-book.
Cerca de um terço das crianças disseram que leriam mais livros por prazer caso os e-books estivessem a seu alcance. Mas 66% afirmaram que continuariam a ler livros impressos mesmo com uma maior disponibilidade do e-book.
Francie Alexander, vice-presidente acadêmica da Scholastic, afirmou em comunicado que os resultados do estudo mostram que os e-books podem ter um importante papel educacional.
"Se pudermos pegar um terço de todas as crianças, muitas delas leitoras forçadas, para que gastem mais tempo lendo por prazer nos e-books, esse tempo adicional gasto construindo fluência e vocabulário não só as ajudaria a se tornarem mais proficientes na leitura, mas também as auxiliaria a acompanhar textos mais complexos que elas encontrarão no ensino médio e na universidade", disse ela.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Fundo Nacional da Cultura
Boletim Livro e Leitura - Edição nº 225 - 27/09 a 03/10/2010
Fundo Nacional da CulturaO ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou no último dia 22 um orçamento de R$ 300 milhões para o Fundo Nacional da Cultura (FNC), que deve ser compartilhado entre oito Fundos Setoriais ainda em 2010, entre eles o de Livro, Leitura, Literatura e Língua Portuguesa. Segundo o site do MinC, no mesmo dia foi realizada a primeira reunião dos Fundos Setoriais, quando se discutiu diretrizes e ações para cada setor. Cada um dos comitês é composto por 17 integrantes, sendo sete do MinC, sete da sociedade civil e mais três da sociedade civil - os chamados “de notório saber”. Entre os integrantes da comissão estão os escritores Affonso Romano Sant’Anna, Moacyr Scliar, e especialistas na área como Eliana Yunes, Adauto Novaes e José Castilho Marques Neto.
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Incentivo à leitura leva a um aumento na média de Língua Portuguesa
Diário do Noroeste / Instituto Brasil Leitor - 22/09/2010
Via Blog do Galeno
Incentivo à leitura
Via Blog do Galeno
No Paraná, as escolas da rede pública estadual vêm apresentando, ao longo dos anos, uma elevação qualitativa no ensino da Língua Portuguesa. Analisando as médias de desempenho da 8ª série do ensino fundamental na Prova Brasil, observou-se que em 85% das escolas houve aumento da média nessa matéria. O desempenho em Língua Portuguesa na Prova Brasil é um dos indicadores que compõem o IDEB e um dos responsáveis pelo crescimento do índice conseguido pelo Paraná de 2005 a 2009.
Para a secretária de Educação do Paraná, Yvelise Arco-Verde, as ações desenvolvidas pela Secretaria de Estado da Educação (SEED), por meio do Departamento da Educação Básica (Deb), determinantes para essa evolução. “Os excelentes resultados que as escolas vêm apresentando, especificamente em Língua Portuguesa e, num plano geral, em todos os indicadores do IDEB, refletem o intenso trabalho que está sendo realizado e, é claro, nos gratifica”, explica.
Yvelise entende que as ações da SEED têm obtido sucesso, mas lembra que está na comunidade escolar a força para erguer a qualidade do ensino. “O esforço do governo tem sido incansável, mas, sem desmerecer o que temos feito, é o comprometimento dos alunos, dos professores, dos funcionários e a participação dos pais na escola que são fundamentais para a melhoria da qualidade de ensino. Isso significa que o resultado do Ideb mostra que conseguimos avançar na educação graças às políticas públicas, e a participação ativa da comunidade de cada escola no processo de ensino-aprendizagem”, afirma.
Incentivo à leitura
Luiz Carlos Felipe, é especialista em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Desde 2005, é convidado pelo Deb/SEED para dar palestras a professores e agentes das bibliotecas escolares das escolas da rede estadual no Centro de Formação Continuada de Faxinal do Céu, município de Pinhão.
O principal objetivo das palestras é fazer com que o acervo literário das bibliotecas escolares seja utilizado pelos alunos, não somente como fonte de estudos, mas também como lazer. E, segundo Felipe, também é importante que toda a comunidade escolar tenha livre acesso às obras literárias. “O que se pretende é colocar os professores e agentes das bibliotecas próximos ao que há de mais moderno no campo da abordagem da literatura”, explica.
Para motivar os estudantes a ler, ele sugere a realização de trabalhos diferenciados, como oficinas de contos, valorizando o papel de mediação do professor para que o aluno chegue ao livro de literatura. “É importante que haja procedimentos interessantes para atrair o leitor, como rodas de leitura, contação de histórias, filmes e música, tudo isso aliado a uma melhor exposição dos livros na biblioteca escolar para, efetivamente, democratizar o acesso à leitura”, diz. O importante, segundo ele, é não fazer da biblioteca escolar um espaço de punição ou castigo, mas de atividades para que o aluno possa frequentar, ouvir ou contar histórias.
Felipe comenta que a formação dos professores interfere na maneira de utilizar o livro como um recurso pedagógico. “Muitos não sabem como tornar a leitura uma atividade pedagógica, como analisar uma obra e sentem insegurança de como avaliar”, avalia. Os professores também devem estar atentos na formação individual do estudante, porque, segundo ele, pode ocorrer do aluno não estar preparado para a leitura de determinado livro. “A intenção da leitura da obra deve ser considerada, é preciso saber por que os estudantes estão lendo a obra, se para dramatização, para apresentação em aula ou para o vestibular”, explica.
O especialista lembra que existem três eixos que orientam as aulas de Língua Portuguesa, presentes nas Diretrizes Curriculares da Educação Básica (DCE): oralidade, leitura e escrita. “O livro pode gerar ações para estes três eixos, privilegiando o debate, seduzindo o leitor ao relacionar literatura e realidade”, define. Para ele, uma possibilidade de bom aproveitamento da leitura é a apresentação de relações entre o livro e tudo aquilo a que o aluno está exposto no seu cotidiano, tentar um caminho de entrada para questões éticas, sociais, de gênero, de etnia etc. “Enfim, é usar a leitura como viés de discussão e de reflexão, provocando o aluno a entendê-la dessa forma”, diz.
O incentivo à leitura não é papel apenas dos professores de Língua Portuguesa, mas de todas as disciplinas, define Felipe. “Um bom leitor tem condições, se bem trabalhado, de se interessar por outras vias de conhecimento, cabe ao professor de cada disciplina trabalhar isso”. Ele ainda explica que o acesso a novas leituras depende da autonomia que o aluno acaba desenvolvendo. “A boa literatura não oferece respostas, mas leva a questionamentos. O aluno vai a outras obras, o aluno pratica a leitura na busca pelas respostas”, conclui.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Sesc Pinheiros apresenta sessões de leituras dramáticas para o vestibular 2011
Catraca Livre - 22/09/10
Dia 28 de setembro, das 16h às 20h, acontecem duas sessões de leituras dramáticas no Sesc Pinheiros. Voltada aos vestibulandos, estudantes em geral e interessados em literatura, essa atividade traz a interpretação, feita por grupos cênicos, dos livros indicados pela lista unificada da USP e UNICAMP para o vestibular de 2011.
Os livros analisados nas sessões são “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo. Quem adapta as obras para a linguagem teatral é a Teatro Kaus Cia. Experimental. A entrada é Catraca Livre.
Dia 28 de setembro, das 16h às 20h, acontecem duas sessões de leituras dramáticas no Sesc Pinheiros. Voltada aos vestibulandos, estudantes em geral e interessados em literatura, essa atividade traz a interpretação, feita por grupos cênicos, dos livros indicados pela lista unificada da USP e UNICAMP para o vestibular de 2011.
Os livros analisados nas sessões são “Dom Casmurro”, de Machado de Assis, e “O Cortiço”, de Aluísio de Azevedo. Quem adapta as obras para a linguagem teatral é a Teatro Kaus Cia. Experimental. A entrada é Catraca Livre.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Piloto do projeto “Dengo: um museu para todos” acaba de ser implantado pelo Museu da Língua Portuguesa
Museu da Língua Portuguesa - 29/07/2010
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O projeto Dengo é uma ação do Educativo do Museu da Língua Portuguesa e tem como objetivo principal ampliar o acesso ao acervo do museu, superando barreiras físicas.
A ideia é levar o museu para aquelas pessoas que, por alguma razão, estão impedidas de visitá-lo. Trata-se, na realidade, de mais uma ação educativa, cultural e social da instituição que, desde sua inauguração, procura facilitar o acesso a seus ricos conteúdos a um número cada vez maior de cidadãos.
Experimentalmente, o projeto, pensado e desenvolvido pelos Educadores do museu, foi implantado por meio de uma importante parceria com o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer). É um primeiro passo que consubstancia a ideia de um museu itinerante, por permitir que crianças e adolescentes em tratamento de câncer interajam, experimentem e brinquem com o conteúdo do museu. Este projeto inovador, que propicia a visita de educadores do museu a distintas instituições, também pretende ampliar a discussão em torno da possibilidade de ação social dos museus.
A partir dos resultados verificados, o projeto “Dengo: um museu para todos” será ampliado e disponibilizado, gratuitamente, para outras entidades interessadas e que atuem junto a segmentos impossibilitados permanente ou temporariamente de visitar as instalações do Museu da Língua Portuguesa.
Mais uma vez, o museu, uma unidade da Secretaria de Cultura do Governo do Estado de São Paulo administrada pela Organização Social de Cultura Poiesis, inova em suas ações e procura se aproximar mais e mais de seu público.
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